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Rotina
Fechei os olhos por alguns dias, uma semana ou duas consegui viver minha vida. Mas sempre tem uma recaída, querer ter alguma notícia. Um desejo de ter uma frustração na certa, pois sempre caio nessa de “talvez precisem de mim”, puf, papo furado. Preciso ter mais ocupações ainda do que já tenho. Ando sem tempo de dormir, de sonhar, só me vejo acordando e ligando o modo automático: Trabalho-faculdade-casa. E mesmo com tanta coisa a fazer, com tantas responsabilidades a cumprir, ainda me dou ao luxo de olhar pra trás e cair.
07:00h - o despertador toca.
Hora de levantar garoto, hora do menino virar homem e encarar a vida. Até que a noite chegue e possa me dar umas horas de sonhos. E cair. E levantar. Rotina cruel.
Fred.
(London does not exist I do not see)
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Caindo na real
Já sabia que tinha outra pessoa no meu lugar. Só não estava preparado pra te ver assumir frente à sociedade, aos nossos amigos íntimos, ao mundo que era só nosso.
Ainda me dói o fato de ter sido deletado de sua vida.
Fred.
(London does not exist I do not see)
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Estou farto dessa minha falta de sorte quando tento te ver. Nossos desencontros são tão previsíveis que perco as esperanças de tão cedo te embalar em meus braços e te sentir perto de mim.
Fred.
(London does not exist I do not see)
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❝E a única carta de muitas prometidas que ela me enviou, continua e sempre continuará guardada.
Preservando ali todos os sentimentos que um dia foram meus.
Raiva. Birra. Ciúmes. Orgulho. Desejo. Amor…
Nossos sonhos escritos em uma folha de papel.
Meus sonhos escritos com a letra dela me pareciam perfeitos.
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Quem me dera uma vida
Queria poder dar mais valor a quem merece do que a quem nem me liga mais pra saber como estou. Chega até a ser idiotice manter um sentimento que já deixou de ser um presente, e que hoje em dia transformou-se num pecado para mim mesmo. Faço de tudo pra me distrair, gasto meu tempo com vícios infantis, esgoto minha energia pra conseguir dormir ao deitar-me na cama.
Em plena semana, me desligo dos compromissos e fujo para à praia. Caminho na areia fria e me perco na noite durante horas. Penso, faço planos, lembro de sonhos abandonados, e acordo pra realidade.
Ah, quem me dera ter a capacidade de ir em frente, caminhar, seguir sem ter a obrigação de retornar. Apenas ir. Viver algo novo, uma outra realidade, talvez, renascer para o meu próprio bem. Quem me dera ter o poder e fazer minhas escolhas, e pelo menos acertar mais do que errar.
Quem me dera viver a vida. Poder viver por mim, ah, quem me dera ter esse luxo…
(London does not exist I do not see)
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❝Dormi e nem sonhei com você… parece que não te amo mais. Parece que te esqueci, ou será que sonhei mas faço questão de não lembrar? Acho que sonhei… acho que te amo ainda.
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E quanto mais nos esforçamos para esquecer… Não tem jeito. Acaba esquecendo de esquecer-se.
(London does not exist I do not see)
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Em busca do fim.
Ela me olhava fixamente nos olhos enquanto perguntava-me se a amava. O que eu mais queria era sair correndo dali pra não ter que mentir. Então disse-lhe o seguinte “eu amo você, mas não como antes”. Ela então baixou o olhar por alguns segundos… Encarou-me novamente já com lágrimas escorrendo pelo rosto e falou que eu era seu o mundo, que nossas brigas só aconteciam quando estávamos distantes, e que por me amar tanto estava me perdendo. E de alguma forma eu concordei, não dava pra negar. Seus ciúmes excessivos acabaram conosco. Falou-me então que mesmo depois de tudo que já fiz, todos os males, as mentiras, e do perdão, eu provei que havia mudado, e que tinha me arrependido de fato, e o que parecia estar fazendo comigo, era como se ela quisesse que eu passasse pelas mesmas coisas que ela passou. Só que ao mesmo tempo, ela não queria que doesse em mim. E enquanto ela tentava explicar-me os motivos pra ser tão extrema em relação a mim, eu só procurava uma maneira de dizer que não dava mais certo, que era melhor seguirmos nossos caminhos distintamente. Mas como dizer sem magoa-la? Se enquanto ela falava de seu amor por mim eu queria acabar com tudo? Fiquei em silêncio até ela se calar. Puxei-a pela cintura, trouxe para o meu colo e a abracei. “Daremos outra chance a nós”, eu disse. Senti o alívio dela em meus braços. A beijei, e fomos deitar. Naquela noite fizemos amor, mas não tinha o mesmo sabor para mim. Céus, não dá pra prosseguir assim. Quero e não quero. Não vou conseguir, tenho que encontrar o caminho para o fim.
Fred.
(London does not exist I do not see)
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A coisa mais inteligente que eu li hoje:

(Source: bychrisrock)
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Quanto pior, pior: Querida Imprensa brasileira, ↘
menoseu:
Vá pra puta que pariu.
Pare de mostrar nordestino analfabeto (e de que esquecer que a culpa da falta de escolaridade não é dele, e sim nossa, dos nosso olhos fechados e tênis da adidas) e de reproduzir um esteriótipo a muito tempo vencido e patético. Por que você não mostra nossos escritores,…
(Source: insubmissa)